quinta-feira, 19 de junho de 2008

SNAKE E O PORNÔ PAI D’ÉGUA

Natureza, floresta e índias sempre fizeram sucesso internacional. Sexo unido a isso, já faz do Pará exportador de filmes pornôs.

Pessoas fazendo sexo no meio da Avenida Almirante Barroso? Mães levando filhas para fazer teste para filme pornô? Há alguns anos, isso seria algo inimaginável na sociedade paraense. Mas hoje em dia, o ator, diretor, produtor, roteirista, cineasta, cinegrafista, editor e outras funções mais, Antônio Snake já consegue realizar tal façanha.


Fã de heavy-metal e devoto de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Snake é a contradição em pessoa. Já trabalhou como entregador de gás e agora faz filmes pornôs. É religioso e ao mesmo tempo defende argumentos contrários à Igreja.



De acordo com o site Overmundo, Snake foi o precursor da era dos filmes pornô na Amazônia, explorando o que há de mais célebre na região. Natural de Soure, na Ilha do Marajó, extremo Norte brasileiro, o cineasta se arriscou a fazer pornografia em uma região isolada social e geograficamente. Baixo orçamento, mínimo aparato técnico e divulgação boca-a-boca não impediram o profissionalismo do diretor em um mercado ainda inexplorado. Ele fez de suas limitações instrumento na construção de uma identidade própria, flertando com o inconfundível jeito Buttman de ser.


História

Antônio Snake começou a carreira pornô fazendo fotos amadoras da namorada e das outras garotas com quem se relacionava. Tudo era apenas um hobby, que compartilhava com o segurança da empresa que trabalhava. Depois, por incentivo desse mesmo colega, ele comprou uma câmera e começou a filmar suas próprias aventuras sexuais e assisti-las sozinho. Viu que era bom e resolveu investir na carreira.

Seu primeiro filme pornô foi “Cotijuba - Ilha do Prazer devastação anal Vol.1”, onde os atores e atrizes eram todos paraenses. O vídeo fez o maior sucesso e aguçou a curiosidade da população em ver paraenses fazendo sexo, pelo fato de as pessoas tentarem reconhecer o elenco do filme.

Em entrevista ao site Gadernal, Snake fala da dificuldade de se fazer pornô em Belém:

“Nós moramos em Belém do Pará, há toda uma dificuldade. O pessoal vive "dentro do mato", tem a idéia que moramos dentro do mato, mesmo. Então aposto em 21 anos. A pessoa, quando me liga, já tá ciente do que se trata. Muitas já viram o filme, já aconteceu até de mãe, mãe mesmo, vir trazer a filha. "Olha, eu não quero, mas a minha filha é muito bonita, ela tem 19 anos, é loira, peitão, cheia de sarda, ela é linda a minha filha". Você é mãe, você que tá dizendo! Então traga ela que a gente vai ver, né? Mas só que tem o outro lado, a pessoa pensa que é só pra vir transar e ganhar o dinheiro, não é por aí. Eu alerto: "Olha, o filme vai ser rodado aqui em Belém, depois é distribuído pra toda a cidade e pra fora". E as pessoas: "Ah, não é só lá pra fora?!", ficam com aquela vergonha de se expor perante a sociedade. Muitos me abordaram esses dias, em que eu tava trabalhando lá na câmara onde fica a galera da política, na Assembléia Legislativa. Uns e outros chegavam e diziam: "Ei, 'rapá'! Não é tu que é o Snake?" Uns e outros me conheciam: "Eu já vi o teu filme, cara!". Eu digo: "Porra, obrigado, eu fico muito lisonjeado com isso." O cara é promotor e o caralho...”.

Hoje em dia, Snake já fez mais de cinco volumes da série de Cotijuba, além de outras produções. Ele já chegou a vender seus filmes para o exterior e trabalhar em produções internacionais. Os seus filmes podem ser encontrados na Internet ou em algumas locadoras de Belém.



Algumas Produções de Snake

"Cotijuba - Ilha do Prazer devastação anal Vol.1"

"Marajó Ilha do Prazer Devastação Anal - Volume 2"

"Mosqueiro Devastação Anal - Volume 3"

"Ninfetas Paraenses Preferem Anal - Volume 4"

"Confidencial por Antônio Snake - Volume 5"

"Cotijuba Ilha do Prazer Devastação Anal - O Retorno Volume 6"

"Making Of - Volume 7”


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